segunda-feira, 30 de junho de 2008

E os "aliens" são os outros...

Os maiores observatórios astronômicos do Japão se juntaram para uma tarefa sem precedentes. Descobrir se há vida no espaço. O projeto, liderado por astrônomos japoneses, vai juntar mais de uma dúzia de observatórios de todo o país para estudar uma estrela que os pesquisadores consideram um lar em potencial para civilizações extraterrestres.
"Todo mundo imaginou pelo menos uma vez na vida se o espaço é infinito e se os alienígenas existem mesmo", disse Shinya Narusawa, pesquisador-chefe do Observatório Astronômico Nishi-Harima, no oeste do Japão.
A busca por aliens e Ovnis não é novidade no Japão. No ano passado, objetos voadores não-identificados foram manchete no país, depois que um parlamentar perguntou ao gabinete se o país tinha ou não confirmado sua existência. A resposta do governo: não.
No mundo científico, os pesquisadores japoneses usaram antenas para captar sinais de rádio do espaço e analisaram os prismas de luzes do céu para ver se há alguma emissão de laser no espaço, disse Narusawa.
Suas pesquisas ainda não deram resultado. O novo projeto vai envolver muitos astrônomos filmando uma estrela por várias noites no ano que vem, além da costumeira análise da luz e as gravações de rádio.
"Quando há sinais suspeitos, às vezes é difícil dizer se são artificiais, vindos da Terra, como de máquinas, ou se vêm de estrelas do mundo natural", disse Narusawa.
Com múltiplos participantes observando uma só estrela, ficará mais fácil checar se os sinais são do mundo natural, disse ele, acrescentando que ainda não decidiram qual estrela analisar.
Os participantes são realistas quanto à pequena chance de encontrarem sinais de vida extraterrestre durante o curto experimento, mas dão bastante importância a ele.
"Ao pensar no espaço, esperamos que seja uma oportunidade para as pessoas voltarem a apreciar a Terra e os seres humanos", disse Narusawa.
(Extraído do jornal "O Globo")

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Isto é realmente lindo?

Certa vez, estava eu assistindo a TV e o assunto que estava em voga foram as novas e "espetaculares" imagens de Marte, o quarto planeta do nosso Sistema Solar. Para o meu espanto, as tais espetaculares fotografias resumiam-se a terrenos erodidos, regiões desérticas, ou seja, cenários desoladores, sem vida ou algo que lembrasse a presença dela.

Fiquei pensando comigo por alguns minutos sobre a suposta "beleza" da superfície marciana. Que beleza é essa que as pessoas enxergaram através das imagens quase que monocromática do vermelho em suas diversas variações? Onde reside a "beleza" em um planeta desolado pelo nada? Por que um planeta morto é considerado por muitos de nós, como algo belo?

Voltei então a Terra, planeta tão adorado e odiado por nós seres humanos. Tão habituados que estamos a sua presença, esquecemos o quanto ela é bela e graciosa. Possuidora das características ideais para o surgimento da vida dentro dela. O Planeta Terra, até hoje, é o único no universo que possui vida na forma como as quais conhecemos. Poderia levar dias e dias descrevendo as inúmeras qualidades desse peculiar planeta, mas não irei fazer isso, pois já temos informações suficientes sobre. Basta respirar bem fundo e entenderá isso.

A Espécie Humana, somada as outras milhões de espécies existente no planeta, é somente uma das expressões da Vida existente na Terra. Nada mais além disso, sendo que todas essas "expressões" somadas, constituem um intrincado, complexo e equilibrado sistema, onde nascer e morrer são os mecanismos fundamentais para a manutenção de todas as espécies. Porém, atualmente já se sabe que esse sistema está em desequilíbrio. E, é a partir daí, que entenderemos o porquê que Marte é tão "fantástico" em sua inanidade.

A incapacidade humana de encontrar soluções viáveis para a resolução de nossas "questões" terrenas, só perde para a capacidade destes de fechar os olhos para os inúmeros e inconseqüentes problemas criados. "Conquistar" Marte ou, qualquer outro planeta do sistema solar, seria a resolução dos "probleminhas" que temos aos montes por aqui.

Marte é vista e desejada por aqueles que querem virar as costas para o grave problema que se tornou a vida aqui na Terra. Imagine você que a expectativa do planeta é de somente 50 anos (!!!). Sendo assim, sabendo disso, nada mais "justo" que criar as condições necessárias para "cair fora" dele. E assim, nasce a idéia de Marte como uma "alternativa" de moradia e colonização para alguns humanos bilionários.

Hoje, diversas soluções estão sendo buscadas para "perpetuar" a espécie. A mais recente, foi a proteção de 4,5 milhões de amostras e 2 bilhões de sementes de todas as espécies cultivadas na Terra. Ou seja, uma nova "Arca de Nóe". Para os desavisados, a tecnologia de ponta que constitui essa fortaleza, localizada dentro de uma montanha no Pólo Norte, surgiu graças a um acordo de cooperação internacional.

Sendo mantida em segurança máxima no arquipélago de Svalbard, em território norueguês, o gigantesco cofre é equipado com portas de aço blindadas, câmeras e detectores de movimento e monitorado remotamente da Suécia, além de forte proteção armada.

Como se fosse a coisa mais comum do mundo. Constroem-se uma fortaleza, protege-se todas a espécies vegetais do planeta e depois sentam-se em uma mesa de bar para "discutir" sobre o Fim do Mundo. Sim, fim do nosso mundo, fim da forma de vida como conhecemos. Fim este, causado pela condução errada de sistemas políticos e econômicos durante toda a história de nossa espécie.

"Enquanto o Planeta Terra não vira Marte", é uma crítica feroz a humanidade e ao desprezo desta para com o planeta Terra. Este que convulsiona após séculos de exploração desenfreada e que com os seus furações, terremotos, tsunamis e vulcões varre da sua "face" o câncer que a espécie humana se tornou.

Abração e sejam bem-vindos!